quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

As primas Honestália e Glorinha

(Escrevi esse relato em 2006 no meu primeiro blog pessoal)


Um amor do passado
Minha vozinha é muito bacana. Uma velhinha de 86 anos de idade que fala pelos cotovelos, punhos e tornozelos. Qualquer hora é hora de conversar para a vovó. Algumas de suas histórias favoritas contam da época em que tinha quatorze anos e tocava piano com sua prima Glorinha Sigaud. A vovó não tinha muito dinheiro, mas a sua prima era rica e pianista já do nono ano, o que naquela época era o último ano de estudos de piano, faltando apenas a formatura que Glorinha faria na Alemanha. Não preciso dizer que minha avó adorava estar na casa da prima querida e melhor amiga. Sua devoção pelo piano fazia aproveitar todos os minutinhos em que Glorinha não estava sobre as teclas marfim. Mas apesar de sempre ouvir as bonitas histórias das aventuras musicais das duas amigas, uma história me deixa sempre triste, a de um amor que não foi vivido e que a vovó sempre conta. 


Glorinha com quatorze anos despertou o amor de Eutiquiano Reis, jovem de vinte e poucos anos. Naquela época, em 1934, era comum a diferença de idade, mas outros problemas foram obstáculao sentimento dos dois. O pai da moça era muito ciumento e rigoroso, nenhum jovem era bom o suficiente para casar com sua filha pianista. Passaram os anos, Eutiquiano se tornou um ilustre juíz, mas nem assim conseguiu casar com sua amada. Conta-se que ele tinha em sua discoteca, e ouvia em sua radiola, todos os discos da Glorinha tocando Bach, Chopin, entre outros grandes nomes. Eutiquiano até o fim de sua vida podia ser visto muitas vezes junto ao mar, olhando o horizonte, perdido em pensamentos. Não casou com outra. 
Se a Glorinha casou? Não. Após a morte de seu pai, ela já adulta morava no Rio de Janeiro e regressou à Natal talvez em busca de reestabelecer contato com seu grande amor. Mas era tarde, encontrou Eutiquiano muito doente e enfim não ficaram juntos. O tempo e as convenções sociais já tinham feito barreiras intransponíveis. Glorinha não tinha sequer a coragem de procurá-lo e inquirí-lo se ainda existia sentimento. Ele por sua vez já não tinha saúde. 

Glorinha voltou ao Rio de Janeiro e viveu até alguns anos atrás, quando vi minha avó muito triste com a notícia do falecimento de sua querida prima.

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Irmãs da década de 1860


Estas duas são as irmãs Catarina Lopes de Siqueira e Ana Luzia Rodrigues de Miranda Mousinho, Tudo indica que ambas se apaixonaram por Manoel Lázaro (filho de Pantaleão José Mousinho e Ana Joaquina de Moraes Mousinho), que possuía muitos barcos. Um empresário da época. Ele casou-se com Ana Luzia. Catarina então, veio a ser apresentada a um primo que morava na cidade de Assu: Luiz Antônio Bacellar de Siqueira (filho de Luis Felipe Bacellae de Siqueira e  Maria Juvinéia Pimentel Bacellar). Casaram-se e foram felizes. Catarina viveu em Natal com o marido, e Ana Luzia acompanhou o marido para a costa do Piauí (Parnaíba do Piauí) em razão do negócio de pesca.
Algo curioso é que na pesquisa genealógica se verifica que os Mousinho chegaram no Brasil através do Maranhão, então é possível que Manoel tenha ido procurar algum parente na região. Catarina foi mãe de João, Augusto, Manoel, Sebastiana, Maria Esther, Antônia e Vitória. Ana Luzia foi mãe de João Lopes Mousinho, Leôncio e Antônio.
Mais tarde os primos João Lopes e Maria Esther se casaram. Dessa união nasceu João Lopes Mousinho Filho, Ione, Maria de Lourdes e Glauco.

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Família Mousinho

Existe uma família que começou pequena, até que as novas gerações olharam para trás e enxergaram as muitas árvores frondosas de nossa herança. Hoje sabemos da existência, ainda que longínqua no passado, mas próxima de nossos corações, de nada menos que 8 gerações. Isso significa aproximadamente mais de mil almas. Esse é o número alcançado pelo estudo genealógico de uma das matriarcas de nosso tempo, Elma Luzia Mousinho. Conhecida em nossa família e na Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos dias como grande pesquisadora de seus antepassados.